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O resgate do orgulho de ser palmeirense
Palmeirense que se preze nunca deixou de se orgulhar do seu clube. Apesar dos insucessos e das sucessivas decepções ao longo dos anos, estamos sempre prontos para ativar nosso sentimento de esperança, o que nos leva a acreditar permanentemente que a seqüência inequívoca de vitórias virá e, conseqüentemente um título. Aliás, como faz falta comemorar títulos importantes, pelo menos a cada dois ou três anos, para mostrar para nossos filhos, sobrinhos e netos que, efetivamente, vale a pena ser palmeirense. Estamos vivendo um período importante na vida do Verdão. Temos Belluzzo na presidência do clube e, por trás dele, todo um projeto de resgate do orgulho de ser palmeirense no sentido mais forte da palavra. Sem a falta de títulos e vitórias, nosso orgulho fica ferido. Por isso, que temos que acreditar que a gestão atual e as próximas que virão trabalharão com empenho para que o Palmeiras retome a posição de liderança que, na minha opinião, a história lhe reserva. Foi dura a derrota sofrida no ano passado, assim como tem sido preocupante os resultados que nosso elenco vem obtendo no Campeonato Paulista. Mas temos que ter consciência que estamos no caminho certo. Belluzzo, mais do que ninguém, sabe que o Palmeiras não tem muitas mais balas para desperdiçar. Se continuarmos fracassando por mais algum tempo, estaremos condenando nosso clube a uma posição de inferioridade no contexto do futebol brasileiro, o que mataria qualquer pretensão de projetarmos o Palmeiras como um time de respeito e reputação internacional. A esperança que eu tenho é que a Diretoria atual assim como um grupo representativo de conselheiros e colaboradores próximos da atual gestão, estejam preocupados em desenhar um projeto verdadeiramente consistente e ambicioso, que possa representar uma transformação radical da forma como se enxerga a gestão do clube, que envolve parte social e futebol. Esse grande projeto talvez não exista, ou já existe e não temos conhecimento. Mas a verdade é que todos nós palmeirenses desejamos firmemente que nosso clube consiga encontrar soluções criativas e inovadoras no sentido de viabilizar o clube enquanto centro de lazer para os sócios, e principalmente o clube enquanto organizador de um dos times de futebol mais importantes do Brasil e do mundo. Como fazer isso? Bem, as palavras-chaves são competência gerencial, marketing inovador e gestão financeira moderna. Além disso, uma outra palavra-chave é estratégia. Temos que viabilizar em nosso clube um modelo de gestão equiparado ao que se pratica nas melhores empresas do mundo dos negócios. Para isso, não basta ter o modelo, mas um corpo de gestores efetivamente preparados para exercer papéis profissionalmente ou como se profissionais fossem. Procurarei, em outros textos, fazer considerações sobre a gestão do futebol e sobre a governança que deveria ser implantada no clube, dentro de um projeto de tornar o Palmeiras efetivamente o primeiro clube com padrão de gestão “europeu” no futebol brasileiro. Agradeço a atenção e o tempo dedicado à leitura do meu texto.
Wilson Toshiro Nakamura Palmeirense, Professor de Finanças, Doutor em Administração pela USP
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